Entre Amigos & Amores: Os espaços de socialização GLS no Rio de Janeiro
Toda e qualquer luta ou empenho em criar alguma coisa nova especialmente na arte encontra barreiras do preconceito e do medo do novo, resultando às vezes em rejeição e até violência. Foi assim com a minha carreira quando eu comecei a fazer ensaios mais autorais que tinham um grau de profundidade e uma proposta estética diferente e requintada sobre o tema da diversidade sexual e de gênero. E o que eu iria mostrar naquelas imagens eram coisas que não tinham sido vistas antes na fotografia brasileira. Então minha expo Entre amigos e Amores os espaços LGBTI +do Rio de janeiro foi censurada e cancelada.
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Nesse meu primeiro ensaio mais autoral fotografei 17 espaços lgbt+ diferentes indo da favela da rocinha á baixada fluminense.17 estilos de vida, 17 níveis sociais, 17 geografias diferentes. Isso aconteceu num momento onde ainda não havia câmera no celular e as câmeras digitais eram precárias. E ninguém absolutamente ninguém puxava uma câmera e fazia imagens dentro dos espaços LGBT+. Era um tabu e proibidíssima qualquer tentativa de fotografar tanto pelas gerencias dos locais quanto pelo público que entrava em pânico.
Da mesma forma era um tabu na fotografia brasileira fazer um ensaio fotográfico com essa temática, de uma maneira aprofundada. O máximo que existiam eram as revistas com fotos dos bailes gays onde as travestis e pessoas montadas posavam pras câmeras e isso era pauta de revistas hetero da grande imprensa que vendiam um carnaval exótico e erótico.
Meu ensaio mostrava a comunidade lgbti+ não espalhafatosa, nem ridícula, nem exótica cada grupo com seu estilo e a forma como eles socializavam e viviam seu afeto. Já tinha o trabalho pronto e decidi que seria exibido sobre forma de projeção. Entao comecei a procurar os lugares para expor mas nenhum centro cultural, nenhuma galeria, nenhum espaço expositivo aceitavam essa temática.
É bom lembrar que lutando pra expor eu abri um espaço que hoje em dia as pessoas LGBTI+ se beneficiam. Só havia espaço para medalhões internacionais como Mapplethorpe em exposições com temática homoerótica. Eu tive a promessa que se arrumasse algum lugar para expor seria incluído na programação do FotoRio Festival Internacional de Fotografia do Rio. Então um amigo meu que tinha contatos da Alerj me levou para ver o prédio administrativo da Alerj que ficava em frente do CCBB. No primeiro andar do prédio havia um salão amplo e lindo todo envidraçado achei que podia fazer a exposição ali, mesmo porque o lugar era um pouco escuro e facilitava a projeção.
Marquei uma entrevista e falei com a pessoa que era responsável, expliquei a obra em minhas palavras deixei um cd-rom com o PowerPoint das imagens e os textos de apresentação que eram da Heloísa Buarque de Holanda e Andreas Valentim.
Mais adiante fui chamado e o funcionário da administração me disse que viu o ensaio e que era bonito, não tinha havia demais, apenas umas cenas de beijo, que já estavam se tornando comuns em alguns lugares do Rio e então ele aprovava a exposição.
Nós marcamos as datas e a Alerj iria entrar na produção com o projetor, o telão e imprimir um convitezinho. Eu me encarregava de fazer a divulgação. Felizmente tive a malicia de pedir para o funcionário me dar um documento onde estivesse escrito tudo que havia sido combinado: que eu faria o Entre Amigos naquele local em tal data, a Alerj emprestaria o projetor, a tela, imprimiria os convites e haveria uma inauguração dia tal. E ele me deu o documento.
Mas depois de tudo acertado a pessoa sumiu e não fez contato. Ficou totalmente incomunicável e eu não conseguiria acessar. Quando chegou a véspera da inauguração me chamou e disse que a exposição estava cancelada. E essa censura e cancelamento significava também que eu tinha perdido a chance estar participando do Foto Rio, fato que me abriria portas.
Então eu fiquei desesperado e fui pedir ajuda na Comissão de Direitos Humanos na OAB, fui na Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, fui em um escritório de um parlamentar que se dizia apoiador das minorias implorando ajuda, fiz tudo ao meu alcance e nada. Ninguém se moveu pra me ajudar.
Mas eu tinha um fotolog (que era o bisavô do Instagram) com imagens dos meus ensaios com temática lgbti+ e como não havia nada igual na época, o acesso era uma loucura: eu tinha 500 mil pageviews em 6 meses. Mas não ganhava um centavo pois não tinha patrocinador interessado naquele conteúdo. Mas esse público eram de fãs que me apoiavam e nós fizemos uma protesto virtual pela internet. Foi combinado que iriamos mandar um banner virtual com protestos escritos através de e-mail para caixa de e-mail do presidente da Alerj. E assim foi: centenas de e-mails entupiram a caixa de e-mail que ficou travada e ele não conseguia mais usar. Puseram um anúncio para pararem de mandar e-mails que não foi obedecido.
Finalmente consegui fazer as coisas andarem: a imprensa gay também apoiou dando notas denunciando. O protesto virtual da comunidadeLGBTI+ repercutiu na internet. Meus colegas gays da redação do O Globo vieram me procurar e eu contei exatamente tudo que havia acontecido, mas principalmente enviei o documento que haviam me dado na Alerj que comprovava a exposição.
Então pra fazer a matéria eles tinham que ouvir a outra parte: o funcionário fez o favor de dizer que era tudo mentira, que não havia exposição nenhuma marcada, que não tinha aparelhagem a ser emprestada, nem flyer impresso etc etc. E ficou clara a má fé, a censura e o cancelamento pois os jornalistas tinham em mãos um documento assinado e carimbado da ALERJ que dizia exatamente o oposto disso.
Então O Globo me deu quase meia página expondo a censura. A matéria gerou muitos protestos da sociedade e da política. Foi uma confusão na alerj e no final convocaram Heloneida Studart, uma feminista histórica e parlamentar com inúmeros mandatos, tendo sido inclusive presidente da comissão de direitos humanos da alerj, para ser a mediadora desse embate.
Eu estava me sentindo tão humilhado, tão pequeno, sem apoio político nenhum diante de uma instituição tão poderosa como a Alerj, mas eu precisava muito expor, passei um ano fotografando Entre Amigos e A mores superando todas as dificuldades. Estava ali me sentindo um nada, quando Heloneida virou para mim e falou “Meu filho você está aqui porque tem força de caráter. E é que nem eu. Meus pais não queriam que eu saísse do nordeste e viesse para cá fazer carreira política. Espaço de mulher era casando e cuidando da casa e filhos. Eu vim e venci. Você vai fazer essa exposição aqui e vai ser um sucesso.
FotoRio 2007 - Espaço Cultural da Alerj
Com entre “Amigos & Amores” Pedro Stephan, fotógrafo especializado na temática homossexual, compõe um painel realístico e atual do cenário GLBTT do Rio de Janeiro, fotografando a pluralidade dentro de um segmento social estigmatizado. As imagens percorrem a ampla gama de estilos de vida e comportamento, que algumas vezes passam desapercebidos aos olhos da sociedade. Indo da zona norte à zona sul, dos lugares elitizados aos mais populares e com público de todas as idades, “Entre amigos & Amores” é um convite à reflexão sobre a temática homossexual cada dia mais presente no cotidiano brasileiro.
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“É uma conquista GLBTT ter uma exposição que mostra de maneira simpática e realista seus locais de convívio e diversão, além de contribuir para desmistificar os chamados ´guetos´ da comunidade homossexual”, constata o fotógrafo, que revela que pretende levar a exposição ainda para outras cidades do Brasil.
Vernissage
Ficha Técnica
De 1 a 30 de junho de 2007
Espaço Cultural da sede administrativa da ALERJ
Rio de Janeiro
Centro Cultural da Justiça Federal – 2008
Depois do première do Entre Amigos e Amores no Centro Cultural da ALERJ achei que aquela exposição do ponto de vista de integração com o público tinha sido insuficiente. Apesar de toda a publicidade por ter sido uma exposição revolucionária na fotografia brasileira e na foto do Rio e da luta para que o cancelamento e a censura cessasse. As pessoas vieram reclamar que na portaria da do prédio anotavam a identidade e cpf do público uma coisa sensível em se tratando da temática naquela época e os seguranças faziam cara feia. Houve muitas reclamações de que aquela atitude deixava as pessoas constrangidas e intimidadas. Eu achei que a exposição ela tinha o potencial para ser exibida ainda no Rio, num lugar acessível.
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Pensei alto: Centro Cultural da Justiça Federal que é voltado em parte para fotografia. Haviam lançado um edital e eu entrei no concurso fiz todo percurso e ganhei para que a exposição pudesse ser exibida por dois meses lá.
Assim que saiu a resposta fiquei sabendo que além das questões estéticas e artísticas a temática da exposição criou um debate dentro do centro cultural: se aquele tema servia para ser exibido naquele lugar. E fiquei sabendo que foi decidido numa mesa redonda voto a voto, e eu ganhei.
Nós caprichamos na parte do lançamento aproveitando a visibilidade que ela já tinha e isso catapultou a exposição. O fato do Centro Cultural ser muito acessível e estar de frente para o metrô Cinelândia abriu as portas para a visitação do grande público.
Também tive uma ajuda tanto da grande imprensa: as grandes colunistas que me apadrinharam: Hildegard Angel e Heloisa Tolipan do Jornal do Brasil, o jornal Tribuna da Imprensa que dedicou uma página inteira á exposição, e tivemos uma coluna inteira do O Globo feita pelo jornalista Ronald Villardo. A imprensa gay que estava no auge com a famosa G Magazine me deu uma nota com fotos, o site Mix Brasil com milhões de pageviews que fez matéria e A Capa e todas os outro sites e revistas LGBT deram destaque imenso.
Na inauguração eu tive o auxílio luxuoso de pessoas importantes como o poeta Antônio Cícero, Jean Willis, Dani Carlos e o pintor Vitor Arruda que me honraram com sua presença. Cicero, Jean e Dani fizeram uma performance lendo poemas homeróticos na escadaria do CCJF isso foi imagem e notícia na imprensa.
Posso dizer que a exposição explodiu acabou ficando 3 meses em cartaz, foi recorde de público do CCJF saindo em toda a imprensa. Isso foi um grande feito na fotografia carioca e na fotografia brasileira. Uma exposição com essa temática sem o marginal , sem submundo, sem o exótico, sem droga nem o erótico falando das pessoas e do estilo de vida da comunidade LGBT para a própria comunidade, que precisava de se ver, e para o grande público que tinha uma ilusão de que os espaços LGBT que o interior da comunidade LGBT eram um submundo.
“É proibido proibir, dizia Caetano lá pelos idos de 70. Duzentos anos antes, os franceses clamavam por liberdade, igualdade e fraternidade. Hoje, em pleno século XXI, o proibido ainda é perigoso e o liberto carrega uma multiplicidade de significados. Em suas fotos reunidas na projeção Entre Amigos & Amores, Pedro Stephan faz uma penetração explícita para revelar alguns desses perigosos significados.
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Mergulhando na noite carioca GLS, com a luz de suas provocativas imagens digitais, ele nos conduz pelo escurinho do interdito. Nos espaços chiques da zona sul, passando ali pelas boates tradicionais, pelo baile gay da Rocinha e chegando ao Buraco da Lacraia, escancaram-se as portas da transgressão. No grupal da dança, no íntimo do cantinho, no secreto dos bastidores, somos flagrados pela diversidade naquele mundo que achávamos ser homo-gêneo. Descobrimos, então, os senhores de terceira idade, os rapazolas, os jovens bem-sucedidos, as moças e mocinhas elegantes e escrachadas. E, reinando soberana, no camarim da Turma OK, Luana, a guardiã de todos os perigos. Como contraponto, temos, ainda, o amor às claras, corpos seminus no Love Boat em meio à deslumbrante paisagem natural do Rio de Janeiro.
Subexpostas, granuladas, estouradas, desenquadradas, as fotografias de Pedro são transgressoras também na sua forma. Porque, onde nada é proibido, permite-se e provoca-se a experimentação, nos mais variados sentidos. Projetadas em uma sala escura, seqüenciadas e ritmadas, elas adquirem ainda mais força. Aproximam-se, assim, do cinema, ou melhor, do quasi-cinema de Hélio Oiticica.
Para além da sala de exibição de obras de arte, esse trabalho pioneiro, fruto de pesquisa realizada ao longo de vários meses, incorpora, ainda, grande importância como estudo antropológico de uma minoria estigmatizada e alvo de preconceitos e deboches. Dessa forma, contribui também como suporte para uma necessária reflexão social e política sobre o tema.”
Andreas Valentin
maio 2007
Pedro Stephan é pioneiro na fotografia etnográfico-poética urbana brasileira de acento ativista. Nesta exposição, seu mais recente trabalho, faz o mapeamento geopolítico dos espaços de socialização GLS no Rio de Janeiro. Seu olhar entretanto denuncia que o que lhe interessa aqui não é apenas o – já em si importante – levantamento dos pontos de encontro e socialização da comunidade homossexual carioca. Pedro vai mais longe.
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O que vê e nos leva a ver através da delicadeza de sua câmera e de sua poesia são, na realidade, a textura densa dos contextos destes encontros entre amigos e amores do subúrbio à zona sul. São os subtextos da diversidade e da riqueza dos espaços de encontro GLS populares, ricos, jovens, idosos. Entramos em casas noturnas, bares, boates e clubes. Viajamos pela Lapa, Copacabana, Ipanema, Rocinha, esquinas, recantos, interiores.
São ao todo 100 fotos nas quais Pedro Stephan reafirma definitivamente sua enorme sensibilidade fotográfica, seu compromisso com a causa homossexual e seu obstinado desejo de nos oferecer um mundo melhor e mais justo.”
Heloísa Buarque de Hollanda
Mídia
Ficha Técnica
De 17 de abril a 25 de maio de 2008
Centro Cultural da Justiça Federal
Rio de Janeiro
Foto Arte 2007 - Brasília
Entre amigos e amores foi convidado para participar do Festival FotoArte de Brasília e foi uma honra expor na sala Renato Russo que abrigou a exposição sobre forma de projeção. Lá também houve uma fluência de público e a exposição repercutiu o Fest Foto Poa também acolheu entre Amigos e Amores que foi exibido na cidade de Porto Alegre onde também atraiu muito público e fez muito sucesso.
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Uma coisa curiosa que aconteceu durante os três meses que minha exposição ficou no Mac Usp Ibirapuera: começaram a ligar para lá para tentar fazer pressão constranger e provocar. Ligavam e falavam “É aí que a exposição das bichas?” ou então “É a exposição dos travecos?” etc etc. e os funcionários que trabalhavam lá é ficaram muito constrangidos pois eram ligações incessantes. Então me chamaram e me perguntaram o que é que deveriam dizer eu respondi “Se ligarem e perguntando ‘É aí a exposição das bichas?’ podem responder “Sim é aqui sim a exposição das bichas” ou então ‘É aí a exposição dos veados?’ podem responder “Sim aqui no Mac fica a exposição dos veados”.
Eles não gostaram muito e decidiram que que deveriam responder “Aqui é a exposição da diversidade” uma resposta mais diplomática com certeza.
Mídia
Ficha Técnica
De 19 de novembro a 17 de dezembro de 2007
Espaço Cultural Renato Russo
Brasília
Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre - 2008
o Fest Foto Poa também acolheu entre Amigos e Amores que foi exibido na cidade de Porto Alegre onde também atraiu muito público e fez muito sucesso.
Mídia
Ficha técnica
De 8 a 13 de janeiro de 2008
Centro Cultural Érico Veríssimo
Porto Alegre
Museu de Arte Contemporânea da USP - 2008
A exposição as exposições no Rio repercutiram muito pela imprensa LGBT+ e pela grande imprensa, na época eu era a única pessoa que estava produzindo um portfólio com a temática da diversidade. Então a ABEH Associação Brasileira de Estudos de Homoerotismo fez um grande congresso nacional sobre a produção acadêmica LGBT+ que estava vigorosa naquela época: havia muitos trabalhos, livros, muita produção acadêmica.
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E eles resolveram fazer além das conferências uma exposição de artes plásticas que seria no MAC USP Ibirapuera onde era a sede do evento. Fui convidado a participar com o Entre Amigos. Além de mim a Colecçion Visible, uma grande coleção de arte LGBT espanhola com sede em Madrid e apresentou inúmeras obras.
Eu trouxe umas seis fotos tamanho médio emolduradas e a exposição continuava a ser sob forma de projeção com mais de 100 imagens num grande monitor.
A exposição ficou três meses em cartaz e foi recorde de público.Apesar da montagem ser modesta a força daquelas imagens todas atingiu o público e foi um sucesso. Tive apoio da imprensa que além de falou da grande exposição que veio de Madrid apresentou também a minha falando a importância dela.
Pablo Peinado curador da Colecçion Visible se encantou e com a minha obra, e me convidou para expor no Festival Visible em Madrid só que dessa vez ele queria que fossem expostas imagens impressas, e eu obviamente fiz a exposição dessa maneira, pela primeira vez. Levei o ensaio para Madri expus no no Espaçio F uma galeria que pertencia a Escola de Belas Artes de Madrid. Não fui com muita expectativa, não sabia se aquelas imagens de um lugar tão distante como Rio e o Brasil fossem interessar àquelas pessoas, ainda mais porque não havia erotismo nas imagens, não havia um apelo.
Mas pra minha surpresa e logo no primeiro dia, cheguei cedo na galeria e vi muitos flyers espalhados por todo o lounge que ficava em frente á galeria. Achei que fosse algum tipo de rivalidade. Mas já havia público na exposição e logo em seguida começou a chegar muita gente, não eram só LGBT+ mas muitos héteros, casais héteros com crianças e a comunidade LGBT+ de Madrid. Esse fluxo não parou o dia inteiro. Quando eu vi que que aquilo estava acontecendo logo no primeiro dia da exposição eu fui rápido ao hotel onde eu estava hospedado, peguei a câmera e registrei a presença do público. A exposição também fez um sucesso muito grande em Madrid e eu tenho orgulho disso.
Entre Amigos e Amores foi convidado para participar do Festival Foto Arte de Brasília e foi uma honra expor na sala Renato Russo que abrigou a exposição sobre forma de projeção. Lá também houve presença de público.
Entre Amigos foi convidado a participar do badalado Festival de Foto de Porto Alegre e a exposição repercutiu o FESTFOTOPOA igualmente sob forma de projeção la também atraiu muito público e fez sucesso.
Vernissage
Uma coisa curiosa que aconteceu durante os três meses que minha exposição ficou no Mac Usp Ibirapuera: começaram a ligar para lá para tentar fazer pressão constranger e provocar. Liigavam e falavam “É aí que a exposição das bichas?” ou então “É a exposição dos travecos?” etc etc. e os funcionários que trabalhavam lá é ficaram muito constrangidos pois eram ligações incessantes. Então me chamaram e me perguntaram o que é que deveriam dizer eu respondi “Se ligarem e perguntando ‘É aí a exposição das bichas?’ podem responder “Sim é aqui sim a exposição das bichas” ou então ‘É aí a exposição dos veados?’ podem responder “Sim aqui no Mac fica a exposição dos veados”.
Eles não gostaram muito e decidiram que que deveriam responder “Aqui é a exposição da diversidade” uma resposta mais diplomática com certeza.
Mídia
Ficha técnica
De 9 de setembro a 19 de outubro de 2008
Museu de Arte Contemporânea da USP / Ibirapuera
São Paulo
Mostra Visible / Madrid – 2010
Pablo Peinado curador da Colecçion Visible que expunha no MAC USP Ibirapuera se encantou com a minha obra, e me convidou para expor no Festival Visible em Madrid só que dessa vez ele queria que fossem expostas imagens impressas, e eu obviamente fiz a exposição dessa maneira, pela primeira vez.
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Levei o ensaio para Madri expus no no Espaçio F uma galeria que pertencia a Escola de Belas Artes de Madrid. Não fui com muita expectativa, não sabia se aquelas imagens de um lugar tão distante como Rio e o Brasil fossem interessar àquelas pessoas, ainda mais porque não havia erotismo nas imagens, não havia um apelo.
Mas pra minha surpresa e logo no primeiro dia, cheguei cedo na galeria e vi muitos flyers espalhados por todo o lounge que ficava em frente á galeria. Achei que fosse algum tipo de rivalidade. Mas já havia público na exposição e logo em seguida começou a chegar muita gente, não eram só LGBT+ mas muitos héteros, casais héteros com crianças e a comunidade LGBT+ de Madrid. Esse fluxo não parou o dia inteiro. Quando eu vi que que aquilo estava acontecendo logo no primeiro dia da exposição eu fui rápido ao hotel onde eu estava hospedado, peguei a câmera e registrei a presença do público. A exposição também fez um sucesso muito grande em Madrid e eu tenho orgulho disso.
Vernissage
Ficha técnica
De 1 a 19 de julho de 2010
Espacio F
Madrid